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A perda de dentes na maxila tem uma consequência irreversível que é a perda gradual do osso alveolar, um processo que pode continuar seu curso até que o osso desapareça quase completamente, tornando quase impossível a colocação de implantes.

A partir daí, existem duas opções para recuperar o sorriso e a função mastigatória do paciente:


  1. A reconstrução do rebordo com enxerto ósseo autógeno, acrescido de biomaterial ou não, é uma opção válida, embora traumática e mais recomendável para pacientes mais jovens, pois requer maior capacidade de regeneração para a recuperação completa do osso extraído.

  2. Implantes zigomáticos, a opção mais recomendada para pacientes idosos. Esse é um tipo de implante dentário especial que é mais longo que o normal, permitindo que o osso zigomática (aquele que dá projeção lateral para a face) seja usado para ancoragem, o que é conveniente, pois esse osso sempre mantém sua espessura e qualidade fe fixação.

A colocação de implantes zigomáticos implica numa intervenção de menor complexidade (quando compara a reconstruções) e envolve a instalação de dois ou quatro implantes zigomáticos, que servem de ancoragem para a colocação de uma prótese fixa.

Assim, esse procedimento pode ser indicado para aqueles pacientes que viveram por muito tempo sem dentes ou que usavam próteses totais, sendo uma alternativa ​​para recuperarem toda a funcionalidade e estética da boca em uma intervenção de curto prazo e com resultados permanentes.

A técnica, entretanto, possui limitações e complicações potenciais e médio e longo prazo, as quais o paciente deve estar ciente antes de escolher por esta alternativa de tratamento. Além disso, na maioria dos casos, existe a necessidade também de instalar de dois a quatro implantes convencionais na região anterior da maxila.

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