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As deformidades maxilo-faciais incluem um número de alterações que se caracterizam por envolver diferentes estruturas do esqueleto facial. Mas, em geral, elas são divididas em dois grandes grupos: congênitos e adquiridos.


Deformidades congênitas

Incluem as alterações que já estão presentes no indivíduo no momento do nascimento. A mais frequente neste primeiro grupo é a chamada fissura labiopalatina, causada pela fusão incompleta da maxila e dos lábios durante o desenvolvimento intra-uterino. Outra menos frequente, mas também importante, seria a chamada disostose craniofacial, causada pela fusão prematura de várias suturas do esqueleto craniofacial. Entre estes, vale destacar a frequência das síndromes de Crouzon e Apert.


Deformidades adquiridas

Pode-se subclassificar em quatro grupos distintos de acordo com suas causas:


  1. Deformidades como consequência de traumas faciais: são alterações que aparecem em um momento específico da vida do indivíduo, após um trauma ou fratura na face. Esses tipos de alterações diminuíram em frequência graças ao uso obrigatório de capacete e cinto de segurança, porém ainda são muito prevalentes.


  1. Deformidades de origem tumoral: Diferentes tipos de neoplasias, benignas e malignas, podem gerar defeitos ósseos e deformidades faciais, como cirurgias ablativas (retirada do tumor), além de outras formas de tratamento associadas ao tratamento de muitos desses tumores, podem causar outras deformidades que podem requerer reconstrução maxilofacial posteriormente.


  1. Anormalidades no desenvolvimento: causadas pelo desenvolvimento insuficiente ou excessivo de uma ou mais ossos ou estruturas anatômica do esqueleto facial. Essa alteração esquelética começa durante a infância e é acentuada durante todo o período de crescimento craniofacial que persiste até os 18 a 20 anos, dependendo do gênero. A desarmonia no crescimento de partes esqueléticas durante o período de desenvolvimento aumenta as discrepâncias ósseas causadas pelo fato de uma parte do esqueleto sofrer um excesso ou déficit de crescimento, enquanto o restante tem um desenvolvimento normal. Quando essas anomalias do desenvolvimento afetam a maxila e / ou maxilar, é fácil deduzir que alguma alteração facial em maior ou menor gravidade será acompanhada por uma alteração oclusal.


  1. Adquiridas por perda óssea: um menor número de deformidades maxilofaciais são causadas por atrofia dos maxilares devido ao edentulismo, ou seja, a perda dentária. A perda precoce dos dentes, a médio prazo, causa perda óssea progressiva nos maxilares e, eventualmente também gerana uma alteração na harmonia facial.


Em resumo, pode-se dizer que há duas motivações principais que levam os pacientes ao consultório procurando tratamento para algum tipo de alteração dento-esquelética, sendo elas: 


motivação estética

Normalmente o paciente exibe insatisfação com sua aparência facial, e procura tratamento por já ter observado a alteração esquelética ou algum profissional já ter explicado que o problema envolvia os ossos da face. É comum o paciente queixar-se de características como tamanho, posição ou outros detalhes relativos ao queixo, ao nariz, à aparência facial ou, muitas vezes, não gostar do aspecto geral da face.

encaminhado por outro profissional

Outro tipo comum de paciente que procura atendimento para a alteração esquelética maxilo-facial é aquele que está em tratamento ortodôntico ou já finalizou o tratamento e a correção oclusal obtida não mostrou-se adequada ou, ao menos, suficiente para resolver a deformidade esquelética presente. Por isso é muito importante a consulta inicial antes de começar qualquer tipo de tratamento, incluindo o ortodôntico, porque as alterações dos maxilares, além de causar má oclusão, causam uma alteração funcionais em diferentes níveis, que deveriam ser corrigidas com cirurgia.

A consulta é o momento em que o paciente deve paciente relatar todas as suas preocupações ou indica quais elementos de sua aparência facial e seus problemas funcionais gostaria de ver corrigidos, se possível. É claro que existem pacientes nos quais a normalização da oclusão é a única preocupação, mas mesmo nesses pacientes, a otimização da estrutura esquelética e oclusal pode ser alcançada por meio de cirurgia ortognática. 

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